Bom dia, 8 de setembro de 2010

Batepapo     Dê sua opinião     Livro de visitas     Fale conosco

Indique esse Portal |  Feeds RSS - Novidades em seu navegador  

PageRank

Escolha um item:

Digite uma palavra:
 

--------------------------------

  O que é o Portal?

  Página Principal

  História
  Sete Cidades
  Informações Gerais
  Fotos
  Fatos e Lendas
  Símbolos Municipais
  Turismo

  Destaques
  Notícias da Cidade
  Colunas Literárias
  Personalidades
  Sítios Arqueológicos
  Câmara Municipal
  Calendário Cultural
  Curiosidades

  A Imitação de Cristo
  Sobrenomes/Brasões
  Pássaros Regionais
  Dicionário Piauiês
  Futebol de Mesa
  Comidas Típicas
  Mensagem de Vida
  Biblioteca Digital
  Galeria de Artes
  Espaço Literário

  Bate-Papo 
  Mural 
  Fórum
  Livro de Visitas 
  Contato 
  Indique 
  Seu Site 
  Filmes da Cidade
  Papéis de Parede

  Governo do Estado 
  Assembléia 
  APPM
  Piemtur
  Biblioteca Nacional 
  Domínio Público 
 

 

Parceiros:

PH Internet - Banda Larga Via Rádio em Piracuruca
Expresso da Notícia
Cabeça de Cuia
Esperantina
Luzilândia
360 graus PI
Comunidade Eu Amo Piracuruca
Grupo Schwennhagen
Guia de Teresina
UPUPI - Ufologia
Portal GP1
Portal LuizJogos
Agricolândianews
Grande Barras
Baixo Parnaíba
José de Freitas
O Melhor do Piauí
Portal gterra
Momento oportuno - Marketing e Propaganda
PortalPhb
Salão de Carros
Mural da Vila
Notícias de Corrente
Links10
Brasil Downloads
Viçosa do Ceará
Piauí Classificados
O Piracuruquense
Campo Maior em Foco
Jogos Online
Tribuna de Barras

 

Nosso e-mail:
piracuruca@piracuruca.com

Caso você queira colaborar com algum material, fotos, textos, etc. Entre em contato!

 
 

:: Piracuruca - Colunas  Literárias - O Cronista

 

Augusto Brito
Professor, Pedagogo, Teólogo e Memorista
Fale com o colunista: augustobrito.cultura@hotmail.com

Imprimir

 


 

 

A estranha missa da dona Páschoa

 

Contam os mais velhos da Piracuruca uma curiosa estória, que teriam ouvido, por sua vez, de seus pais ou parentes. O suposto acontecimento, à medida que é reverberado, toma aspecto de lenda, ficando conhecida popularmente como “A missa da Páschoa”. Apesar da coincidência de nomenclatura, não se trata da celebração em memória da ressurreição de Jesus, que ocorre anualmente, em data variável, no calendário litúrgico católico.

 

Dona Páschoa de Figueiredo Lima, professora pública aposentada da Piracuruca, é uma veneranda senhora em princípios do século XX, residindo num casarão oitocentista da Praça Irmãos Dantas. Católica convicta, orgulha-se de assistir a todas as missas celebradas na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, salvos os casos de extremo impedimento.  

 

Segundo os seus relatos, certa noite-madrugada é acordada pelo badalar dos sinos, em chamada de missa. Confusa e ainda sonolenta, apressa-se em levantar para praticar mais um ato da sua devoção. Enquanto se arruma, dialoga com os seus botões:

 

- Mas, meu Deus... Missa à essa hora? Ainda parece tão escuro...

 

Terminando de se aprontar, dona Páschoa abre a porta e contempla, por alguns minutos, o largo da praça, tomado pelos absolutos silêncio e escuridão. Uma brisa suave carrega o perfume exalado por algumas touceiras de lírios de São José que florescem no canteiro em frente, com a chegada das primeiras chuvas. Ainda envolta em dúvidas, pensa:

 

- Será que hoje é domingo e eu havia esquecido? Então, se é, essa é a missa das cinco da manhã! Ou, será que algum padre, de passagem pela cidade, aproveitou para fazer uma celebração?

 

Enquanto atravessa a praça a passos firmes e se encaminha à Igreja matriz, dona Páschoa permanece intrigada. Aproximando-se do velho templo, resultado da promessa de dois aventureiros portugueses na primeira metade do século XVIII, constata que suas portas se encontram abertas e seu interior parece bem iluminado. Cruzando a entrada principal, faz o habitual sinal da cruz e apressa-se em tomar seu lugar de costume, pois a missa já está se iniciando. Enquanto se ajoelha para fazer sua prece inicial, começa a perceber que algo de muito esquisito está ocorrendo alí. Durante todo o transcorrer da celebração, procura fazer uma análise do ambiente, o que lhe rouba a concentração em sua profissão de fé. Postado em frente ao altar-mor, o celebrante profere o “Glória”:

 

- Glòria in excelsis Deo.

 

Ao que todos, em coro, respondem:

 

- Et in terra pax homìnibus bonae voluntatis...

 

            Dona Páschoa, cá em seu banco, permanece em suas observações e indagações, entre o som das expressões em Latim e o silêncio de seus pensamentos. Acha-se tão perturbada que resolve não comungar com aqueles misteriosos participantes o corpo e o sangue de Cristo. Pode observar, contudo, durante o rito da comunhão, mais detidamente, os seus estranhos rostos.  

 

- Quem será toda essa gente? Não vejo nenhum conhecido... 

 

Nota a palidez mórbida encerrada no semblante daqueles homens, mulheres e crianças. As vestimentas, usadas pela maioria, parecem-lhe muito antigas. Alguns cantos litúrgicos, há tempos haviam sido abandonados... As interrogações não cessam em sua mente: E aquele padre, quem será? A que paróquia pertence? Por qual razão, em sua homilia, ele enfatiza tanto a vida eterna? Sim, decididamente, tudo aquilo lhe parece muito esquisito.

 

Segundo afirmará depois, por mais de uma hora, dona Páschoa participa de uma missa absolutamente incomum. Ainda conforme a sua narrativa, o que ocorre logo após o término da celebração toma dimensões de grande tetricidade: ao passo em que toda aquela gente sai do templo – portando, cada um, uma vela acesa - dirige-se, em procissão, via rua da Goela, em direção ao cemitério Campo da Saudade. Em meio às ultimas pessoas que saem, dona Páschoa identifica, finalmente, um rosto familiar. É uma de suas afilhadas, dentre as várias que já havia batizado, ali mesmo, naquela Igreja. A moça dirige-se até ela e diz, estendendo-lhe a mão:

 

- Dê-me sua bênção, madrinha!

 

Ao aceitar o cumprimento, dona Páschoa sente a mão gélida da jovem. Naquele instante, tomada de pânico, lembra-se que sua afilhada é falecida, já há alguns anos. Em fração de segundo, como num passe de mágica, tudo desaparece... A procissão lúgubre, as velas, sua afilhada... Voltando-se para a Igreja, vê que suas grandes portas de madeira estão cerradas. Todo o largo se encontra mergulhado no mais profundo silêncio. Regressando à sua residência, não mais consegue dormir, lembrando e relembrando cada detalhe, cada momento vivido, instantes atrás. O raiar do novo dia encontra-a sentada em sua rede, terço em punho, rezando para as almas aflitas do purgatório.           

 

Nos dias que se seguem, dona Páschoa relata, incansavelmente, aos familiares, amigos e conhecidos, a sua fantástica estória. Alguns crédulos chegam a considerar a possibilidade de que tudo tenha, de fato, ocorrido. Outros, mais céticos, optam por entender que a estranha missa de dona Páschoa não passa apenas de um sonho, ou, quem sabe, é obra da caduquice e da senilidade da vetusta professora da Piracuruca.    

 

Data: 10 de dezembro de 2009

 


 

 

Voltar - outros textos - Coluna: O Cronista

Voltar - todas as colunas

 

 

Você achou certa a decisão do Ex-Governador Wellington Dias ao se afastar do Governo?

Sim
Não
Parciais e enquetes anteriores

Caso você queira fazer algum comentário use o mural!

--------------------------------

Qual sua opinião sobre a Gestão de Wellington Dias no Governo do Estado do Piauí?

--------------------------------

Imitação de Cristo
Sobrenomes e Brasões

Pássaros Regionais
Dicionário Piauiês
Comidas Típicas
Mensagem de vida
Biblioteca Digital
Galeria de Artes
Botonismo - Futebol de Mesa
Espaço Literário

Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade. - Sl 103:8

--------------------------------

--------------------------------

Clique!
ODTUR - OTAVIO DEMASI - O BLOG DO TURISMO

ODTUR - OTAVIO DEMASI - O BLOG DO TURISMO

Mais sites | Cadastre o seu

--------------------------------

O Parque Nacional de Sete Cidades está situado 71,85% no município de Piracuruca e 28,15% no município de Brasileira.

::Mais curiosidades

 

Fenix - Produtos Farmacêuticos


O Grande Livro da Família Fontenelle.
Interessados falar com o Sr. Luiz Carlos de Carvalho
bkeditora@gmail.com

 

 Apoio cultural

 

Você tem pousada, hotel ou restaurante em nossa região?

ANUNCIE
AQUI!

 

Clique!

 

Clique!

 

Clique para saber mais sobre a empresa!

 

Clique!

 

Clique!

 

Clique!

 

Clique!

Canção Nova - Liturgia Diária

© Copyright - 2000...2010 - piracuruca.com - Todos os direitos reservados - Desenvolvido e Administrado por Francisco Gerson A. de Meneses.
Currículo - Plataforma Lattes - CNPQ